
Embora o mês de Outubro Rosa tenha ficado para trás, a mensagem segue mais atual do que nunca: a prevenção, o autocuidado e o diagnóstico precoce dos cânceres de mama e do colo do útero precisam acontecer o ano todo.
E é justamente agora, em novembro, que reforçamos aquilo que ouvimos e debatemos intensamente no mês passado — porque consciência não tem data, e cuidado contínuo salva vidas.
Segundo o INCA, o câncer de mama permanece como o tipo que mais mata mulheres no Brasil, com estimativa de 73 mil novos casos em 2025. Já o câncer do colo do útero, fortemente associado à infecção persistente por HPV, deve registrar cerca de 17 mil novos casos. Ambos têm algo em comum: quanto mais cedo forem descobertos, maiores as chances de cura e de tratamentos menos invasivos.
Em 2025, a ANS também lançou o Manual de Certificação de Boas Práticas em Atenção Oncológica, direcionando o setor de saúde suplementar para modelos de cuidado integral, com foco em prevenção, acesso rápido e qualidade assistencial — incluindo diretrizes específicas para mama e colo do útero.
Câncer de mama: reforçando o que aprendemos
- Mamografia salva vidas:
• 50 a 74 anos – a cada 2 anos
• 40 a 49 anos – decisão compartilhada com o médico - Sinais de alerta: nódulos, mudanças na pele, secreção anormal e caroço na axila.
- Estilo de vida: exercício, peso adequado, redução de álcool e amamentação quando possível.
- Homens também precisam de atenção, especialmente acima de 50 anos.
Câncer do colo do útero: prevenção acessível e eficaz
- Vacinação contra o HPV (SUS): meninas e meninos de 9 a 14 anos, e até dezembro/2025 jovens de 15 a 19 anos.
- Teste DNA-HPV: recomendado para mulheres de 25 a 64 anos, com intervalo de 5 anos.
- Uso de preservativos: proteção contra ISTs e HPV.
- Atenção aos sinais: sangramento anormal, secreção incomum e alterações menstruais.
O novo teste DNA-HPV, incorporado ao SUS em 2025, representa um avanço importante por detectar tipos oncogênicos de HPV antes mesmo de qualquer lesão aparecer.
O que o plano de saúde deve cobrir?
O Rol da ANS garante cobertura para uma série de exames e tratamentos, como:
- Mamografia, USG mamária e transvaginal
- Teste DNA-HPV
- Tomografia, ressonância e PET-CT (com diretriz)
- Biópsias e punções
- Cirurgias, quimio, radio e medicamentos antineoplásicos
- Reconstrução mamária e suporte multiprofissional
Mensagem final: continuidade importa
Passado outubro, seguimos com a responsabilidade de manter o tema vivo.
Prevenção não é campanha — é hábito.
Cuidado não é sazonal — é rotina.
E informação não é excesso — é proteção.
Que novembro seja mais um mês para reforçar aquilo que ouvimos tanto no Outubro Rosa: mulheres (e homens), se cuidem, se examinem e procurem atendimento sempre que algo parecer diferente.




