
Apenas 10,7% das empresas brasileiras estão preparadas. A fiscalização deixa de ser educativa e passa a ser punitiva.
A partir de 26 de maio de 2026, a fiscalização da Norma Regulamentadora nº 1 com a inclusão dos riscos psicossociais deixa de ser educativa e passa a ter caráter punitivo. O período de adaptação, iniciado em 26 de maio de 2025, se encerra — e os dados mostram que o setor corporativo chega despreparado.
Levantamento apresentado no fórum HR First Class, que ouviu 300 lideranças de RH de grandes e médias empresas, aponta que apenas 10,7% das organizações possuem programas de saúde mental plenamente estruturados. Os principais entraves são a falta de métricas claras (41,1%) e as limitações orçamentárias (28,6%).
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O que a atualização da NR-1 exige
A Portaria MTE nº 1.419/2024 atualizou o capítulo 1.5 da NR-1, tornando obrigatória a inclusão dos fatores de riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). A Portaria MTE nº 765/2025 prorrogou a vigência para maio de 2026.
Os riscos psicossociais passam a ser tratados da mesma forma que riscos físicos, químicos, biológicos e ergonômicos — exigindo identificação, avaliação e controle documentados. Entre os fatores incluídos:
- Sobrecarga de trabalho e metas excessivas.
- Assédio moral e conflitos interpessoais crônicos.
- Falta de apoio organizacional e de autonomia.
- Desequilíbrio entre esforço e recompensa.
- Falhas na comunicação e na liderança.
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⚠ O que está em jogo a partir de 26 de maio
| As três frentes de risco • Autuação pela fiscalização do trabalho — setores de teleatendimento, bancos e saúde são prioritários. • Aumento do FAP (Fator Acidentário de Prevenção), elevando a alíquota do RAT. • Responsabilização em ações trabalhistas por doenças ocupacionais de origem psíquica (burnout, ansiedade, depressão). |
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Por que o tema é estratégico para a gestão de benefícios
A NR-1 atualizada cria uma ponte direta entre saúde ocupacional e plano de saúde corporativo. Dados que antes viviam em silos separados — absenteísmo, afastamentos, utilização assistencial, sinistralidade — passam a se conectar na gestão de risco da empresa.
Três consequências práticas:
- Documentação cruzada ganha peso. Dados de afastamento por saúde mental já são cobrados em processos de fiscalização.
- Programas preventivos passam a ter ROI mensurável. Saúde mental impacta sinistralidade, absenteísmo e FAP — simultaneamente.
- O plano de saúde deixa de ser “benefício isolado”. Passa a compor o ecossistema de gestão de risco ocupacional.
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Saúde mental, sinistralidade e judicialização não são temas paralelos. São o mesmo ecossistema.
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O papel da consultoria
Na Mast, o tema é tratado como variável de gestão — não como informação pontual. A atuação se desdobra nas seguintes frentes:
- Leitura cruzada de dados — integração entre absenteísmo, afastamentos e utilização assistencial para diagnóstico consolidado.
- Estruturação documental — apoio na construção de evidências técnicas exigidas pela nova NR-1.
- Indicadores de retorno — mensuração do impacto de programas preventivos em sinistralidade e FAP.
- Alinhamento com saúde ocupacional — ponte técnica entre medicina do trabalho, benefícios e RH estratégico.




