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Mast News

quarta-feira, 03 junho 2026 / Published in Sem categoria

🧠 546 mil afastamentos por saúde mental: o custo invisível

Recorde da década no INSS em 2025. O custo direto passa de R$ 954 milhões — e o indireto é várias vezes maior.

Os afastamentos do INSS por ansiedade, depressão e outros transtornos mentais bateram recorde no Brasil em 2025: 546 mil benefícios concedidos, alta de 15% sobre 2024 (472 mil), segundo dados do Ministério da Previdência Social.

O número se refere apenas às licenças por incapacidade temporária com afastamento superior a 15 dias — atestados curtos não entram nessa contagem. O cenário real, considerando o impacto operacional dentro das empresas, é significativamente maior.

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Os dados que dimensionam o problema

  • 546 mil afastamentos por saúde mental em 2025 — recorde da década.
  • Alta de 15% em relação a 2024, que já havia sido recorde.
  • Crescimento de 134% nos benefícios por incapacidade temporária entre 2022 e 2024.
  • Custo dos benefícios em 2025: mais de R$ 954 milhões (ANAMT).
  • Banco Mundial e OPAS estimam que os prejuízos associados à saúde mental equivalem a 4,7% do PIB — cerca de R$ 554,6 bilhões.
  • 86% dos trabalhadores considerariam trocar de emprego por motivos relacionados à saúde mental (Workmonitor 2024).

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Onde o custo aparece — e onde não aparece

Para a empresa, o impacto da saúde mental se distribui por quatro frentes que raramente são consolidadas em um único painel:

  • Custo direto previdenciário — afastamentos de mais de 15 dias geram CAT, comunicação ao INSS e podem elevar o FAP da empresa.
  • Custo direto assistencial — consultas psiquiátricas, terapias, internações e medicamentos psicotrópicos entram na conta do plano de saúde e impactam a sinistralidade do contrato.
  • Custo operacional invisível — presenteísmo (estar no trabalho sem produzir), absenteísmo de curto prazo (atestados curtos), e turnover de profissionais qualificados.
  • Custo trabalhista futuro — passivos por reconhecimento de doença ocupacional, especialmente em setores com adoecimento mental documentado.

Estimativas indicam que, para cada R$ 1 investido em programas estruturados de saúde emocional, as empresas podem ter retorno de até R$ 4 em ganho de produtividade e redução de custos.

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A integração que ainda não acontece na maioria das empresas

Em muitas organizações, o tema saúde mental vive em três departamentos sem comunicação:

  • Medicina do Trabalho monitora atestados e CATs.
  • Benefícios acompanha utilização do plano de saúde.
  • RH estratégico discute cultura, liderança e engajamento.

O resultado é que o sinal de alerta — quando aparece em um lugar — não chega aos outros a tempo. Com a NR-1 entrando em vigor punitivo em 26 de maio, essa fragmentação deixa de ser ineficiência operacional e passa a ser risco regulatório.

Indicadores para o painel integrado de saúde mental • Volume mensal de atestados por CID F (transtornos mentais e comportamentais). • Volume de afastamentos longos (15+ dias) com CID F. • Utilização do plano de saúde em consultas psiquiátricas e psicológicas. • Consumo de medicamentos psicotrópicos pelos beneficiários. • Turnover por área e tempo médio de casa antes do desligamento. • Indicadores de engajamento e clima organizacional segmentados.

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Saúde mental deixou de ser tema de bem-estar. É indicador atuarial, regulatório e trabalhista — simultaneamente.

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O papel da consultoria

Na Mast, o tema é tratado como variável de gestão — não como informação pontual. A atuação se desdobra nas seguintes frentes:

  • Painel integrado — consolidação de indicadores de saúde ocupacional, plano de saúde e RH em uma única leitura mensal.
  • Programas com ROI mensurável — estruturação de ações preventivas com indicadores claros de retorno em sinistralidade e absenteísmo.
  • Suporte à NR-1 — apoio na construção de evidências técnicas exigidas pelo PGR atualizado.
  • Diagnóstico de risco — leitura de carteira para identificar áreas/cargos com maior exposição a fatores psicossociais.

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