
Projeções de mercado apontam intervalo de 12% a 25% em contratos coletivos empresariais — com variações importantes conforme o porte e a sinistralidade.
O ciclo de reajustes de maio/2026 a abril/2027 começa a se desenhar, e os primeiros indicadores de mercado apontam para um cenário de estabilidade moderada. As projeções indicam percentuais médios entre 12% e 25% em contratos coletivos empresariais — com capacidade de ultrapassar essa faixa em grupos com maior sinistralidade.
Para as empresas, o número médio é menos relevante do que a posição do contrato específico dentro do intervalo. E essa posição depende, fundamentalmente, de uma variável: a sinistralidade acumulada do grupo.
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O que fechou no ciclo anterior (maio/2025 a abril/2026)
Para contratos PME com até 29 vidas, os percentuais praticados ficaram entre 11,5% e 19,5%, dependendo da operadora:
- Bradesco Saúde: 15,1%.
- SulAmérica: 15,23%.
- NotreDame Intermédica: entre 11,5% e 15,2%.
- Unimed Nacional: 19,5% (ponto fora da curva).
Para contratos com 30 vidas ou mais, o percentual é negociado individualmente, e a sinistralidade do grupo específico é o fator dominante.
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📊 Faixas de sinistralidade — leitura técnica
| Patamares e o que cada um sinaliza • Abaixo de 75% — saudável. A empresa chega à renovação com poder real de negociação. A operadora não tem argumento técnico para reajuste acima da inflação médica. • 75% a 80% — zona de atenção. O indicador está próximo do limite. Pequenas variações podem ultrapassar o patamar de risco. • 80% a 90% — sinistralidade alta. Reajuste acima da média do mercado é esperado. A operadora já tem dados que justificam o aumento. • Acima de 90% — crítico. Reajustes de 20% a 30% são prováveis. Em alguns casos, a operadora pode propor cláusulas restritivas ou mudanças na cobertura. |
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O que a empresa controla — e o que ela não controla
A composição do reajuste tem três vetores principais:
- VCMH (inflação médica do setor) — não controlável. Medido pelo IESS, reflete incorporação de tecnologias, medicamentos e insumos.
- Sinistralidade do contrato — parcialmente controlável. Depende do uso do plano pela massa segurada.
- Ajuste por faixa etária — previsível. Ocorre no aniversário do beneficiário, independente do reajuste anual.
A empresa não reverte o VCMH nem pode renegociar faixas etárias, mas pode atuar com consistência sobre a sinistralidade — desde que comece cedo.
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Sinistralidade não se descobre na renovação. Ela se constrói mês a mês.
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O papel da consultoria
Na Mast, o tema é tratado como variável de gestão — não como informação pontual. A atuação se desdobra nas seguintes frentes:
- Monitoramento mensal — leitura de sinistralidade acumulada e eventos atípicos antes do fechamento do ciclo.
- Revisão cadastral — identificação de beneficiários inativos que distorcem o cálculo do contrato.
- Programas preventivos — apoio na estruturação de ações que reduzem sinistralidade no médio prazo.
- Negociação com dados — argumentação técnica com memória de cálculo, nota atuarial e benchmarks.




