O rastreamento mudou de faixa etária — e a mulher de 40 a 49 anos é justamente o perfil mais presente na força de trabalho.
Todo mês de outubro, as empresas se enchem de laços cor-de-rosa. Palestra, post nas redes, crachá temático. É importante — mas raramente responde à pergunta que de fato muda o resultado: quantas das nossas colaboradoras fizeram a mamografia no período recomendado?
O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 78,6 mil novos casos de câncer de mama no Brasil em 2026. É o câncer mais incidente entre as mulheres. E é, ao mesmo tempo, um dos que mais respondem ao diagnóstico precoce: quando identificado no início, as chances de cura podem superar 95%.
O problema está no ‘quando’. Estimativas de entidades do setor apontam que até 30% dos casos ainda chegam em estágio avançado (III ou IV). E a cobertura da mamografia de rastreamento ficou em torno de 24% em 2024 — muito abaixo da meta de 70% recomendada pela Organização Mundial da Saúde.
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O que mudou nas regras de rastreamento
Em setembro de 2025, o Ministério da Saúde ampliou a política de rastreamento do câncer de mama. A mudança mais relevante para as empresas é a inclusão da faixa dos 40 aos 49 anos:
• 40 a 49 anos: mamografia garantida mesmo sem sintomas, com decisão compartilhada entre a paciente e o médico.
• 50 a 69 anos: mantido o exame a cada dois anos.
• 70 a 74 anos: faixa incluída no rastreamento bienal.
• 75 anos ou mais: recomendação individualizada, conforme o estado de saúde.
O mesmo pacote trouxe a incorporação de novos tratamentos no SUS, como os inibidores de CDK 4/6 para tumores hormônio-dependentes e o trastuzumabe entansina para casos HER2-positivos. São terapias de alto custo — e que já fazem parte da realidade da saúde suplementar.
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Por que isso é tema de gestão — e não só de campanha
1. A faixa etária de maior risco está dentro da empresa
A mulher entre 40 e 49 anos está, em geral, no auge da carreira. Com a nova recomendação, ela passa a fazer parte da estratégia de rastreamento — e a empresa tem a chance de ser o canal que lembra, orienta e facilita o exame.
2. O exame já está pago
A mamografia está coberta pelo Rol da ANS. Ou seja, o custo do exame já faz parte do plano de saúde. O que falta, na maioria das vezes, não é cobertura: é a colaboradora fazer.
3. O custo do diagnóstico tardio cai no contrato
Um caso descoberto em estágio inicial pode ser tratado com cirurgia e terapias menos agressivas. Um caso avançado envolve quimioterapia, imunoterapia, internações e, frequentemente, afastamento prolongado. É um dos principais geradores de eventos de alto custo em contratos coletivos — e pesa diretamente na sinistralidade e na renovação.
O que o RH pode fazer já neste Outubro Rosa 1. Levantar quantas colaboradoras (titulares e dependentes) têm 40 anos ou mais. 2. Identificar, com apoio da consultoria e respeitando a LGPD, quem está sem mamografia registrada no período recomendado. 3. Transformar a campanha em convite ativo: facilitar o agendamento, liberar o horário, lembrar de novo. 4. Medir adesão (exames realizados), e não apenas alcance (pessoas que viram a campanha). 5. Garantir apoio estruturado à colaboradora que receber um diagnóstico — no tratamento e no retorno ao trabalho.
O exame já está coberto. O que a sua empresa precisa gerenciar é quem ainda não fez.
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O papel da MAST
Na MAST, o Outubro Rosa sai do cartaz e vira lista de ação: quem está na faixa de rastreamento, quem fez e quem precisa ser chamada — com o cuidado que o tema exige.
✔ BI e Health Analytics — cruzamento da população feminina elegível (40+) com a utilização do plano, identificando grupos sem mamografia registrada no período recomendado, sempre com dados tratados de forma agregada e segura.
✔ Suporte Saúde — Concierge — apoio direto à colaboradora para encontrar rede, agendar o exame e entender a cobertura — um benefício que muitos clientes já têm e poucos divulgam internamente.
✔ Mast Vida Ativa — Unidade Prevenção — campanha de Outubro Rosa com orientação prática, conteúdo para as colaboradoras e acompanhamento de adesão, não só de alcance.
✔ Gestão de afastados e crônicos — acompanhamento da jornada das colaboradoras em tratamento oncológico, com apoio na continuidade do cuidado e no retorno ao trabalho.
Para ativar qualquer uma dessas frentes no seu contrato, acione seu gerente de relacionamento MAST.




